Bruno Reis defende decisão conjunta com o Estado sobre realização do Carnaval

O prefeito Bruno Reis (DEM) afirmou, nesta segunda-feira, 25, que a decisão para a realização do carnaval de Salvador em 2022 depende de alinhamento com o governo do estado. Para o democrata, o avanço na vacinação contra a Covid-19 permite o planejamento da folia, mas só o trabalho em conjunto entre os dois governos tornará possível a festa. 

“Tenho dito que a Prefeitura é o principal organizador, mas ela não faz sozinha a festa. É importante que essa decisão seja em conjunto com o governo do Estado, porque tem uma grande participação.”, disse o prefeito durante coletiva de imprensa.

 Vamos sentar com todos esses atores para tomar essa decisão, se dá para fazer nos moldes tradicionais ou se precisa fazer algum ajuste ou se não dá para fazer”, destacou. 

Para o prefeito, se a vacinação para a Covid-19 permitir uma retomada do cotidiano na cidade, as festas podem ser, sim, viabilizadas. “Há uma pergunta a ser respondida. Após a vacinação, podemos voltar ao normal, viver como vivíamos antes? Se sim, dá para vislumbrar Réveillon, Lavagem do Bonfim, festa de Largo, Carnaval”, disse. 

Ainda de acordo com ele, a expectativa é de que até o dia 30 de novembro, todos os públicos de 1ª, 2ª e 3ª dose estejam vacinados.

Cautela

Secretária da Saúde da Bahia em exercício, Tereza Paim defende um planejamento cauteloso em relação à festa. Para Paim, o carnaval só deve acontecer quando houver a maioria da população- alvo completamente vacinada contra a Covid-19.

“Quando você abre o Carnaval, que vem pessoas de outros estados e outros países, você está fomentando novamente uma nova incubadora para novas cepas. A gente só pode falar isso depois que estivermos a maioria da população-alvo vacinada para que a gente comece a entender se algo diferente ainda pode vir a acontecer. Muita coisa ainda pode acontecer para a gente já estar com programações exatas”, disse a secretária em exercício em entrevista ao Bahia Notícias.

Diante da queda dos casos e mortes causados pelo vírus, Paim afirma que a população está começando a ter uma certa comodidade e passando a achar que o vírus não está circulando. Ela aponta que é necessário aprender com o comportamento do vírus em outros lugares do mundo para evitar novas ondas.

“Todas as ondas que tivemos aqui no Brasil, elas apareceram antes em outros lugares do planeta. Isso é legado, isso é aprendizado. Então, todos os países que já foram abandonando o uso da máscara tiveram que retroceder. Isso precisa estar como aprendizagem. A gente também tem que entender que cada vez que não temos todos vacinados novas cepas aparecem. O vírus vai mutando para que ele consiga transgredir o painel imunológico”, disse.

*A Tarde